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PF insinua que Mendonça atua para mudar correlação de forças no STF

Por Redação
Publicado em
1 min de leitura
PF insinua que Mendonça atua para mudar correlação de forças no STF

Em relatório de inteligência da Polícia Federal colocou mais combustível na crise que envolve os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF). O documento aponta indícios de que Mendonça estaria adotando uma estratégia para ampliar sua influência dentro da Corte e alterar a atual correlação de forças entre os ministros.

Segundo o relatório, citado por Moraes em decisão divulgada nesta quinta-feira (3), movimentos de Mendonça poderiam fazer parte de uma estratégia mais ampla para fortalecer posições alinhadas ao grupo político do qual o ministro faria parte. O documento também menciona o apoio de Mendonça à indicação de Jorge Messias para o STF, nome que acabou rejeitado pelo Senado.

A inteligência da PF também levantou questionamentos sobre a atuação de Mendonça em relação a outros integrantes do Supremo. O relatório afirma que o ministro buscaria enfraquecer o grupo de magistrados identificado no documento como responsável por uma atuação mais firme em defesa da democracia, formado por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

O documento ainda relata que Mendonça demonstrava desconfiança em relação ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por causa da proximidade dele com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o relatório, o ministro teria afirmado que não seria possível confiar no chefe da Polícia Federal, embora o próprio documento ressalve não ter identificado, até aquele momento, fato concreto que demonstrasse atuação irregular de Rodrigues.

As informações foram utilizadas por Alexandre de Moraes para questionar a atuação de Mendonça nas operações relacionadas ao Banco Master e às fraudes no INSS. Moraes apontou possíveis irregularidades e encaminhou o caso ao presidente do STF, Edson Fachin, que abriu procedimento para reunir informações antes de decidir sobre os próximos passos.

Fonte: Fonte83 com CNN

Foto: Reprodução

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